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Entrevistas

Entrevista a um Atleta de Alta Competição

Nome completo: Tiago Filipe Maia Cabo
Idade:
20 anos ( 19/01/1988 )
Nacionalidade:
Portuguesa

Internacionalizações: escalões jovens e distritais
Posição:
Médio-centro
Jogador preferido:
Cristiano Ronaldo
Sonho:
Ser profissional
Maior alegria que tiveste:
chegar a sénior com o meu próprio mérito
Melhor amigo no futebol:
Pedro Coelho (antigo colega no Sporting Clube de Portugal)

P: Como começou a tua vida futebolística?

R: A minha vida futebolística começou aos 8 anos. Foi um incentivo ver o meu irmão jogar, eu lembro-me que naquela altura estava entusiasmado com a entrada dele num clube de futebol e o meu pai perguntou-me se queria ir e eu disse-lhe que queria. Eu já jogava na rua com amigos todos mais velhos, 2/3 e mais anos, e lá dava conta do recado. Uma vez o meu pai levou-me ao Atlético da Pontinha, onde o meu irmão jogava, não me recordo quantos treinos fiz, mas lembro-me que eles disseram que me queriam lá e que assinasse. Assim começou a minha vida futebolística.


P: Quais os teus grandes objectivos?

R: O meu grande objectivo, desde sempre, foi ser jogador profissional de futebol.
P: Na altura que jogaste no Sporting, sonhavas representar a equipa principal?

R: Foi uma altura de muitos sonhos e de expectativas extremamente elevadas, era muito jovem, tinha 11 anos, jogava futebol à 2/3 anos e o facto de me colocarem num clube da dimensão do Sporting, deixou-me num estado que qualquer jovem que para lá vai, fica. Sonhei representar a equipa principal do Sporting, tive algumas vitórias enquanto lá estive e alguns dissabores, mas serviu para aprender muita coisa.

P: Gostavas de ser famoso como eles?

R: Gostava apenas ser valorizado pelo que gosto de fazer, que é jogar futebol. Não penso numa carreira futebolística como uma forma de atingir a fama, apenas queria fazer o que gosto e ser valorizado pelo meu desempenho.

P: A nível pessoal, a epoca esta a corresponder às tuas expectativas?

R: Sinceramente no início vinha com expectativas de puder jogar mais tempo do que tenho jogado. No início, o não jogar e não ser convocado, deixou-me muitas vezes com “azia” , mas eu tive de entender e percebi, durante os treinos e jogos, que precisava de aprender e amadurecer. Tenho trabalhado e trabalhado, e estou aos poucos a conseguir o meu lugar na equipa. Eu vejo este primeiro ano de sénior como um ano de integração e aprendizagem, e é isso que estou a fazer, captar tudo para puder errar cada vez menos. Tiro um balanço positivo deste ano mesmo assim.

P: Já tiveste alguma lesão grave?

R: Tive um estiramento no ligamento interno do joelho direito. Estive 4 meses sem competir, foi a situação mais complicada por que passei até agora.

P: Estudas? Se sim, em que ano de escolaridade.

R: Estudo sim, estou a acabar o ensino secundário e com expectativas de entrar este ano na universidade.

P: Se as circunstâncias de vida te impedissem de ser profissional, que outra profissão pretenderias exercer?

R: Gostava muito ser profissional, até porque é um dos meus sonhos de criança, mas há sempre algo que nos agrada em outras profissões e a mim agrada-me muito o mundo do marketing. Acabo este ano, espero, o 12º ano de Sociais e Humanos e tenho algumas saídas interessantes. Agora é uma questão de aguardar e analisar as melhores soluções, porque nos tempos que correm temos que olhar para o futuro e por vezes por os sonhos de lado.

P: Quando acabares a tua carreira futebolística, pretendes fazer parte do staff técnico de uma equipa?

R: É algo que me fascina, porque ficar de repente sem o convívio diariamente num balneário, é algo que marca e deixa saudades. Mas sim, era uma opção válida.

P: Consideras justas as disparidade salariais existentes entre os jogadores?

R: Por um lado não, porque não contribuem para o desenvolvimento do país. Mas por outro lado, os jogadores promovem um espectáculo que é apreciado pelo grande maioria dos públicos e dá uma enorme visibilidade ao país no mundo, do país onde é patrciado, podendo tornar alguns desses jogadores como referências do país.

P: Já alguma vez foste aliciado a tomar substâncias dopantes?

R: Na curta carreira que tenho, não.

P: Costumas sair á noite regularmente? O clube tem algum controlo sobre isso?

R: Costumava mais, agora existe uma maior responsabilidade e evito, só saio em ocasiões especiais. O clube tem de ter o controlo apenas do rendimento que os jogadores têm em campo, acho que o resto é a vida pessoal de cada um.

P: Qual a situação mais engraçada a que assististe na tua vida desportiva?

R: Lembro-me de uma situação em que um jogador suplente estava a aquecer e deu-lhe vontade de fazer “xixi”, então lembrou-se de fazer atrás da baliza no meio de umas relvas. O auxiliar viu e avisou o árbitro, o árbitro dirigiu-se ao jogador e expulsou-o. Foi a situação mais engraçada, não me recordo de mais nenhuma.

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Entrevista a um ex-Atleta de Alta Competição

Nome completo: João Carlos Damil Monteiro
Idade:
32 anos ( 18/08/1975 )
Nacionalidade:
Portuguesa

Internacionalizações: -
Posição:
Central
Jogador preferido:
Ivano Balic
Maior conquista que teve:
Taça de Portugal, em séniores, pelo Sporting. Campeonato Nacional, em juvenis, pelo Ginásio Clube de Odivelas.

P: Como começou a sua vida desportiva?

R: Comecei a fazer Ginástica aos 5/6 anos, por opção dos meus pais e devido à pouca oferta desportiva para miúdos dessa idade em Odivelas.


P: Foi o Andebol a sua primeira opção?

R: Não, a minha primeira escolha foi a Ginástica. Mais concretamente, os trampolins.


P: Quais eram os seus objectivos? Queria ser famoso e reconhecido?

R: Praticar Desporto, pelo prazer que daí advém.
Não, jamais queria ser famoso ou reconhecido através do Desporto.


P: Quem foi a pessoa que mais o apoiou?

R: A minha mãe, deu-me muito apoio do início ao fim.


P: Já teve alguma lesão grave?

R: Já tive algumas lesões graves, fui sujeito a 4 operações. Duas à mão esquerda e duas ao joelho, sendo a mais grave, a operação aos ligamentos cruzados anteriores, do joelho.


P: Já foi aliciado a tomar substancias dopantes?

R: Não, nunca fui aliciado a tomar doping.


P: Como era a sua vida fora do andebol? Havia controlo por parte do clube?

R: Normal, como qualquer outro jovem, não tinha limitações por ser jogador de andebol.
Em determinado momento, passou a haver um maior controlo sobre mim e sobre os meus colegas, mas creio ser normal que haja um controlo apertado.


P: Sente que os jogadores de andebol merecem mais apoio por parte dos patrocinadores?

R: Não, eu creio que a ajuda que nos é dada, é a mais adequada.


P: Considera justas as grandes disparidades salariais que existem entre os atletas profissionais do andebol e do futebol?

R: Não se trata de ser justo ou não, trata-se da visibilidade e do interesse que cada modalidade suscita.


P: Acha que a comunicação social dá demasiado destaque a outras modalidades, nomeadamente o futebol, pondo de parte outras modalidades menos populares como o andebol?

R: Claramente. A comunicação social oferece às pessoas aquilo que elas querem. No caso Português, é o Futebol. Isto deve-se á pouca cultura desportiva do povo Português.


P: Quando surgiu a ideia de ser professor de Educação Física?

R: Desde pequenino que tudo o que é Desporto me desperta interesse, daí que sempre quis ficar associado ao processo desportivo, a nível profissional.


P: Já teve alguma situação engraçada na sua carreira desportiva que nos queira contar?

R: Situações engraçadas houve muitas, mas torna-se dificil contextualizar alguma em particular.

Comentários»

1. Kalanga - Maio 4, 2008

a culpa é do médico xD