Negócios Privados Maio 3, 2008
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Michael Jordan
Michael Jeffrey Jordan (Brooklyn, Nova Iorque, 17 de Fevereiro de 1963) é um ex-jogador de basquetebol norte-americano. Considerado pela maioria dos especialistas como o melhor jogador de basquetebol de todos os tempos e por muitos como o mais importante atleta de sempre.
Os seus fãs vêem em Jordan uma combinação única de graça, velocidade, raça, força, talento artístico, habilidade e um forte desejo de competição. Não há dúvidas de que Jordan redefiniu o conceito de “superstar” da NBA.
Foi eleito o MVP (melhor jogador da temporada da NBA) por cinco vezes, facto somente superado por Kareem Abdul Jabbar (seis vezes), e MVP das finais por 6 vezes, facto único na história da liga. A sua pontuação máxima num único jogo foi de 69 pontos, contra os Cleveland Cavaliers, a 28 de Março de 1990. Um dos seus recordes mais marcantes e uma das provas da sua superioridade no basquete, é a sua média de pontos durante toda a carreira: 30,1 pontos em quinze temporadas.
É muito conhecido pelos seus afundanços. Comentadores desportivos afirmavam que ele controlava a gravidade e andava no ar, por isso recebeu o apelido de “Air Jordan”.
Michael Jordan é provavelmente o único jogador conhecido pelas pessoas que menos se interessam por este desporto que é rei nos E.U.A.
Devido à sua magia no basquetebol, Jordan foi convidado a apadrinhar um modelo de ténis da Nike, as “Air Jordan”, utilizado por muitos jogadores da NBA.
O calçado de basquetebol Air Jordan “inspirado em Michael Jordan” foi originalmente lançado em 1985 e apresenta um suporte do peito do pé, uma caneleira de fibra de carbono para dar suporte lateral e uma tira ajustável para maior conforto.
Quanto vale Michael Jordan?
Para o cálculo do valor real de Jordan era preciso ter em conta o seu papel como multiplicador de riquezas. Por exemplo: Reinsdorf comprou os Bulls por 9,2 milhões de dólares um ano depois da contratação do jogador. Graças à presença do super atleta, a equipa passou a valer 200 milhões de dólares. A revista Fortune calculou o que chama de “efeito Jordan”, o impacto de todos os negócios do atleta sobre a economia americana desde da sua estreia, em 1984, e chegou a um valor extraordinário: 10 biliões de dólares. “Deixando de lado a sua vasta fortuna pessoal, é impressionante a riqueza que Jordan gera em vários sectores, desde as vendas de ténis, vídeos e perfumes, até o aumento da audiência dos jogos”, escreveu Roy S. Johnson, editor da revista que comandou a equipa que fez as estimativas.
Jordan é dono da mais espectacular carreira desportiva da década. Uma espécie de Pelé do basquetebol, com a diferença de que provavelmente o brasileiro não acumulou em toda a sua carreira os 70 milhões de dólares que o americano ganha só numa época. É verdade que Pelé construiu sua fama nos anos 60, quando o desporto ainda não era um fenómeno de massa e uma das maiores indústrias da economia mundial. Não bastassem os tempos favoráveis, Jordan é um génio na arte de ganhar dinheiro com a própria fama. Johnson, da Fortune, diz que as cifras da sua revista são conservadoras, já que só têm em conta algumas das empresas mais directamente ligadas ao atleta, como a NBA, a liga do basquetebol profissional americano, e a Nike, fabricante de ténis cujo nome está irremediavelmente ligado ao de Jordan. A sua estrela contribuiu para atrair 366 milhões de dólares para a liga só em direitos de TV dos jogos dos Bulls. Outros 165 milhões de dólares passaram pelas bilheteiras dos estádios. A venda de produtos licenciados dos Bulls rendeu mais 3 biliões de dólares à liga.
Dinheiro grosso — Jordan é o homem certo no lugar certo. Nos últimos 14 anos, altura em que ele jogou profissionalmente, a industria desportiva explodiu. Os estádios transformaram-se em plataformas multimédia, os jogos de basquetebol passaram a ser transmitidos por satélite para todo o mundo — e dinheiro grosso começou a movimentar-se dentro e fora dos “campos”. Jordan praticamente criou sozinho o mercado de vídeos desportivos. Os seus vídeos venderam 4 milhões de cópias, gerando receitas de 80 milhões de dólares. O filme em que contracena com Pernalonga, Space Jam — O Jogo do Século, facturou 230 milhões de dólares em bilheteira e 209 milhões em vídeo. A associação com o nome de Jordan é responsável por 5,2 biliões de dólares em vendas da Nike. Só os ténis Air Jordan venderam o equivalente a 2,6 biliões de dólares. Outras companhias para as quais o atleta vende sua imagem facturaram 408 milhões de dólares. O próprio empresário de Jordan, David Falk, vendeu recentemente sua empresa por 100 milhões de dólares. Pelo menos metade desse valor foi puro “efeito Jordan”.
Michael Jordan é Michael Jordan porque é Michael Jordan, o melhor jogador de basquetebol do mundo. Mas poderia não ter ganho tanto dinheiro se não soubesse administrar com cuidado a própria imagem. O empresário David Falk diz ter percebido, ainda nos anos 80, que o relacionamento do atleta com grandes marcas comerciais era uma “via de mão dupla”. Se Jordan ajuda as empresas a vender os seus produtos, as empresas ajudam a aumentar a sua popularidade. Um empurra o outro. Assim, a Nike transformou-se na Microsoft do ténis, em grande parte pela presença de Jordan nos seus anúncios. A imagem do jogador também está associada ao McDonald’s, à Coca-Cola e à Chevrolet. Nem por isso ele deixa de vender o seu nome para ser usado numa lista interminável de bugigangas, de porta-chaves e guardanapos até walkie-talkies, caixotes do lixo, escovas de dentes e kits de primeiros socorros. O super vendedor encesta de qualquer área do mundo dos negócios.
Rui Costa
Rui Costa cumpriu um dos seus sonhos: inaugurou o seu Espaço 10. Trata-se de um restaurante/bar, situado no Atrium Saldanha e com dupla entrada para a Av. Casal Ribeiro, e que o jogador do Benfica inaugurou em dia de jogo da Selecção Nacional, por mera coincidência.
Distribuído por dois andares, em tons de vermelho e preto, o espaço, garante Rui Costa, reflecte os gostos do casal, apesar do jogador confessar que teve de “cortar no vermelho, sobretudo no 1.º piso”. O jogador explicou que a escolha do “vermelho é coincidência”, mas o n.º 10 “era incontornável”.
Os muitos plasmas espalhados pelos dois pisos permitiram aos convidados ir espreitando o jogo de Portugal. Os colegas Petit, Nuno Assis e Moreira marcaram presença, assim como Rui Águas, entre uma variedade de figuras do “jet-set” nacional, casos do actor Paulo Pires, do cantor Paulo Gonzo, do autor Tozé Brito, tal como os pais de Rui e Rute e os dois filhos do casal, Filipe e Hugo.
Muito satisfeito com a presença de tantos amigos, o jogador deixou também um elogio público à família, nomeadamente a Rute, com quem está casado há 14 anos: “O seu apoio tem sido incondicional ao longo de todos estes anos. A Rute já me conheceu jogador de futebol. É a minha grande paixão, mas a minha família é o meu grande orgulho. Sem ela nada do que consegui teria sido possível. O seu apoio tem sido fundamental e, como o futebol não é tudo na vida e pelo facto de estar numa altura da minha carreira em que tenho de pensar no meu futuro e da minha família, este projecto acaba por ser mais um investimento que me está a dar um enorme prazer”, confessou Rui Costa aos jornalistas.
Maestro nos relvados, Rui Costa revelou também uma grande mestria na arte de bem-receber, desdobrando-se em cumprimentos e percorrendo, sem parar, todas as mesas: “Quero que este seja um espaço onde as pessoas se sintam bem”, explicou, com um sorriso largo e a total concordância da mulher.
Rui Costa foi entrevistado após a inauguração do Espaço 10, da qual retirámos o seguinte excerto:
-O Rui foi um anfitrião experiente. O Espaço 10 significa que gosta de receber?
Rui Costa: Significa, sim. Para mim, o Espaço 10 é o nascimento de uma casa muito gira, na qual me tenho empenhado imenso e a que me comprometo a dedicar o máximo de atenção possível.
-Um espaço vermelho, cor do Benfica?
Independentemente da relação com o clube – e todos conhecem o amor que tenho – o vermelho é uma cor que sempre gostei e os tons combinados que eu queria dar à casa eram mesmo estes: o vermelho, depois o preto e o cinza.
-Como surgiu a ideia de abrir aqui, no Saldanha?
Já era cliente do antigo espaço e quando me apercebi que ia fechar, achei que era o sítio ideal para o que pretendíamos. Fiz as modificações necessárias, queria que fosse um espaço agradável e acho que o objectivo foi conseguido.
-Vamos então começar a ver o Rui aqui com alguma frequência?
Com certeza que sim, no tempo que me será permitido estarei aqui. É claro que a minha profissão ainda é o futebol, e todos sabem o quanto me dedico a ele, e não quero que nada atrapalhe o final da minha carreira. Mas tentarei estar presente muitas vezes, a almoçar, de certeza!
-Acha que o Espaço 10 vai virar um espaço de benfiquistas?
Espero bem que não, quero que seja frequentado por toda a gente, está de facto agradável e acessível. Na parte de baixo, até servimos refeições mais ligeiras.
Pelé, antigo avançado brasileiro, começou a sua carreira no Santos FC em 1956 e disputou o seu primeiro encontro internacional pela selecção canarinha apenas 10 meses depois.
-Tem intenções de expandir este negócio a mais cidades?
Sim, quem sabe, vamos ver primeiro como corre este e esperar também para ver o que o futuro nos reserva. Mas é claro que gostava.
- article by Pedro Kapata

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