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Vida Após Reforma Maio 3, 2008

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Paulo Bento

Paulo Jorge Gomes Bento (Lisboa, 20 de Junho de 1969) é um ex-futebolista que ocupava a posição de médio defensivo. Começou como jovem jogador nas escolas do Palmense, seguindo a carreira profissional no CF Benfica. Seguiram-se Estrela da Amadora, Vitória de Guimarães, Sport Lisboa e Benfica, Real Oviedo e por fim Sporting, onde encerrou a carreira.

Foi 35 vezes internacional por Portugal, estreou-se com a camisola da Selecção Nacional a 15 de Janeiro de 1992, no empate 0-0 contra a Espanha, e finalizou a sua carreira internacional no infeliz 0-1 contra Coreia do Sul, a 14 de Junho de 2002, que ditou o afastamento de Portugal do Campeonato do Mundo de 2002 ainda na fase de grupos da competição. Jogou ainda o Euro 2000, que terminou numa suspensão de 5 meses por mau comportamento aquando das meias-finais contra a França.

Acabou a carreira em 2002, aos 33 anos. Paulo Bento anunciou oficialmente o final da sua carreira futebolística, durante uma conferência de imprensa marcada pela emoção, não conseguiu evitar as lágrimas. Em especial quando recordou o pai, o principal impulsionador da sua carreira, falecido na véspera de uma deslocação dos leões a Paços de Ferreira. Desta forma, tornou-se treinador da equipa Júnior do Sporting. Nessa mesma época conquistou o Campeonato Nacional de Juniores, trabalhando com uma equipa com grande potencial. Depois do despedimento de José Peseiro foi chamado a treinar a equipa sénior do Sporting. Paulo Bento é hoje visto como um dos mais promissores treinadores portugueses, pela sua forte liderança e conhecimentos tácticos. A sua cultura de disciplina e rigor, fazem com que alguns compararem o seu estilo ao de José Mourinho. “Enquanto jogador fui absorvendo muito do que vi e aprendi com os muitos treinadores que se cruzaram comigo, convencido de que podia dar o meu modesto contributo nesta actividade sempre tão controversa”.

O técnico do Sporting, Paulo Bento, passou no Curso de Treinadores de IV Nível da UEFA, com a nota final de 17 valores, enquanto o seu adjunto Leonel Pontes terminou com a nota mais alta: 17,5 valores.

João Coimbra

Coimbra com talento para médio e… médico

As escolas de formação do Benfica deram mais um fruto: João Coimbra tem 20 anos e estreou-se na equipa principal, frente ao Vitória de Setúbal. O jovem médio concilia o seu talento de jogador com a vida de estudante universitário de Medicina. Um exemplo a seguir…

“Quando fiz nove anos, disse aos meus pais que não queria prendas, queria era jogar futebol…” Em Maio de 2003, João Coimbra deu uma entrevista a O JOGO, poucos dias depois de se ter sagrado campeão europeu de sub-17. Nessa pequena conversa, o então juvenil dos encarnados falou do seu percurso no futebol e confessou o maior dos seus sonhos: “jogar na equipa principal do Benfica”. Não foi preciso esperar muito. João Coimbra estreou-se nela frente ao Vitória de Setúbal, com 19 anos e o número 39 estampado na camisola, entrando para o lugar de Miccoli. Jogou apenas alguns minutos no tempo de descontos, depois de quatro partidas sentado no banco de suplentes.

João Coimbra começou a jogar futebol no Amora, na margem sul do Tejo, aos nove anos. Meia dúzia de meses depois, os olheiros do Benfica escolheram-no para integrar as escolas de formação da Luz. Foi campeão nacional de juniores na época 2003/04, depois de uma temporada marcada de forma negativa pelo falecimento repentino do companheiro de equipa e grande amigo Bruno Baião. Dedicou-lhe o título e dedica-lhe ainda hoje uma amizade profunda, que a morte não conseguiu apagar.

Além do talento como médio, João Coimbra tem ainda uma característica exemplar que o distingue da maioria dos jovens futebolistas portugueses: aos 20 anos, frequenta o segundo ano do curso de Medicina, na Faculdade de Medicina de Lisboa.

Os médicos do Benfica tratam-no por “Caro Colega”, os jogadores chamam-lhe “Doutor” e os amigos tratam-no por João. Escolheu Medicina por influência de Geovanni e Mantorras, que num estágio, na Suíça, em 2004, viram nele o futuro médico da Luz. Agora já pensa em especializar-se em fisioterapia.

Humilde, às vezes até de mais, dizem os que lidam de perto com ele, vê as séries Dr. House e Anatomia de Grey, uma pelo divertimento, outra pelo realismo, mas era nos treinos que tirava dúvidas com Rodolfo Moura. “É interessado e tenta perceber porque acontece uma lesão e como se deve tratar”, conta ao DN sport o ex-médico do Benfica.

Por ter o estatuto de atleta de alta competição, João Coimbra tem facilidade em marcar os exames para datas em que tenha mais disponibilidade, mas durante o ano lectivo faz questão de assistir a praticamente todas as aulas práticas da tarde (de manhã há treino). Quanto às teóricas, há um colega que lhe fornece os apontamentos para que possa estudar.

Pelé

Pelé, antigo avançado brasileiro, começou a sua carreira no Santos FC em 1956 e disputou o seu primeiro encontro internacional pela selecção canarinha apenas 10 meses depois.

Edson Arantes do Nascimento (Pelé), não é somente o nome do melhor jogador de futebol de todos os tempos, mas também do maior desportista do século. Ninguém foi como Pelé, ganhou três dos quatro Campeonatos do Mundo que participou: Suécia (58), Chile (62) e no México em 70. O único que lhe faltou foi o de Inglaterra em 1966. No total, vestiu a camisa verde e amarela 111 vezes (92 em jogos oficiais e 19 em jogos não oficiais), somando 95 golos, 77 deles em jogos oficiais. Na sua carreira marcou 1285 golos, em 1321 jogos, que jogou entre amador e profissional. Com a equipa do coração, o lendário Santos, de 1956 a 1974 também ganhou todas as competições: duas Taças Intercontinentais de clubes, duas Copas Libertadores, cinco Taças do Brasil, uma Taça de Prata e 10 Campeonatos Paulistas. Pelé também conquistou o título da liga nos Estados Unidos, com o Cosmos de Nova York.

Mesmo depois de parar profissionalmente, Pelé tem conseguido sustentar a fama nas últimas décadas.

Foi ministro do Desporto do Brasil de 1995 a 1998, na presidência de Fernando Henrique Cardoso. Nessa altura aprovou mudanças na Lei Zico, que passou a ser conhecida como Lei Pelé. A legislação, muito criticada pelos dirigentes de clubes brasileiros, na verdade segue em linhas gerais as directrizes internacionais da FIFA para contratação de jogadores.

Uma das principais metas de Pelé enquanto ministro do Desporto foi tornar profissional a gestão dos clubes de futebol no Brasil. “Se forem profissionais a dirigir o desporto como uma empresa, é muito mais fácil erradicar a corrupção. Os administradores profissionais têm que arcar com a responsabilidade e prestar contas de todo dinheiro que é gasto”, disse ele.

Júlio Iglesias

Ex-jogador de futebol que se tornou cantor depois de um acidente de carro

Enquanto jovem, Iglesias tinha planos de se apresentar num palco diferente, um campo de futebol. Aspirante a atleta, na noite de 22 de Setembro de 1962, num regresso a Madrid com uns amigos, o jovem guarda-redes do Real Madrid sofreu um trágico acidente de carro que quase o matou e por pouco não o deixou paralítico aos 19 anos.

Por três anos, viveu um difícil processo de recuperação. Não havia esperança de que voltaria a andar. Felizmente, um médico assistente do hospital deu-lhe uma guitarra de presente para que se pudesse entreter. Julio passava horas inteiras a ouvir a rádio e a escrever poemas. Eram versos tristes e românticos que reflectiam sobre a missão do Homem durante a vida.

Empenhado a cantar para matar a nostalgia de ter sido um jogador que agora estava deitado imóvel numa cama, foi aprendendo a tocar guitarra, o básico para criar as músicas para os seus poemas. Assim, começou a compor canções, e depois de recuperado, ainda estudou Direito na Faculdade de San Pablo, antes de se dedicar totalmente à música.

Durante os anos 70, Iglesias tornou-se um artista internacional. Antes mesmo de chegar ao cenário da música americana com o álbum de 1984, 1100 Bel Air Place, que recebeu vários discos de Platina, Iglesias já ocupava um lugar no livro de recordes mundiais Guinness, por vender o maior número de álbuns em línguas diferentes que qualquer outro artista na história. Desde então, trabalhou incansavelmente, continuando a bater recordes e provando-se como artista.

Julio Iglesias é actualmente o cantor que canta o maior número de idiomas: alemão, inglês, francês, italiano, português, espanhol e japonês. Os representantes do Guinness Book entregaram-lhe em Paris (1983), o Disco de Diamantes por vender mais de cem milhões de discos em seis idiomas.

Em 1984 foi-lhe concedida a Estrela da Fama em Hollywood, sendo um dos poucos artistas espanhóis a ser imortalizado na Walk of Fame de Hollywood. Esta Estrela está situada na parte sul de Hollywood Boulevard.

- article by Pedro Kapata

Paulo Bento no treino

Paulo Bento no treino

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