INTRODUÇÃO ao nosso trabalho Maio 3, 2008
Posted by Admin in 5584.add a comment
No âmbito da Área de Projecto, decidimos escolher o tema “Impacto Social e Económico do Desporto”, por ser um tema que abrange duas áreas que nos suscitam grande interesse. A primeira área, a Economia, por ser a área onde actualmente estamos inseridos e onde nos pretendemos formar, e a segunda área, o Desporto, por ser uma área de especial interesse para todos os elementos do grupo.
Para além destas duas áreas que são importantes para nós a nível pessoal, pretendemos também alertar as pessoas para importância do desporto na sociedade, visto que o Desporto é algo que move vários milhões de pessoas, começando pelos atletas, passando agentes desportivos e terminando nos adeptos/fãs do desporto em geral.
O Desporto, para a grande maioria dos atletas, representa o seu principal sustento pois muitos deles viviam em condições precárias e/ou grandes dificuldades financeiras. Mas há atletas que recebem salários exorbitantes. Dentro deste grupo, temos aqueles que conseguem assinar contratos publicitários e de patrocínios astronómicos, mudando por completo o estilo de vida que foram levando até aparecerem na ribalta do desporto. Há também um certo número de atletas mais gananciosos, que com a ideia de poderem ter ganhos muito mais elevados ao final do mês, optam por corromper a verdade desportiva ao recorrerem a substâncias ilícitas (dopantes), que permitem que estes atletas possam aumentar a sua performance e daí estarem mais propensos a serem abordados para assinarem contratos milionários.
Mas, nem tudo é um “mar de rosas”, pois os atletas ao praticarem desportos de intensidade elevada correm riscos de se puderem lesionar para o resto das suas vidas ou até mesmo terminarem a sua vida mais cedo do que á partida esperavam, ao morrerem em plena actividade.
Do conjunto de jogadores que ganham o seu reconhecimento através do desporto temos uma parte deles que se mantêm na área do desporto, mas por diferentes razões: uns por quererem continuar a aparecer nos media, outros por quererem continuar a exercer funções na modalidade pela qual foram reconhecidos no passado, fazendo a transição de atletas para treinadores ou directores desportivos.
No caso dos agentes desportivos podemos dizer que são aqueles que mais lucram com o desporto visto que são eles os principais responsáveis pelos grandes contratos e as grandes transferências que acontecem no desporto. Mas por vezes, por ganância, esses mesmos agentes optam por caminhos menos lícitos, fogem a verdade desportiva e viciam jogos, de modo a obterem dinheiro fácil (e na grande maioria das vezes, são ilibados de qualquer acusação…).
Por fim temos os adeptos/fãs do desporto. A grande maioria dos adeptos seguem os passos dos seus ídolos, tanto no melhor como no pior, daí que se possa concluir que os jogadores mais mediáticos tenham um papel moral muito importante. Mas, alguns desses jogadores não estão conscientes do seu papel na sociedade, ou não estão preparados para serem figuras públicas, logo, não equacionam as consequências dos seus actos antes de os cometerem tornando-se assim maus exemplos para os seus fãs. Por outro lado, nem todos são maus exemplos, havendo alguns que se preocupam com o bem-estar da sociedade, ao terem actos de solidariedade, doando dinheiro ou criando fundações de apoio social.
Para nos ajudar neste trabalho criamos um site na internet. A razão da criação deste site foi o seu fácil acesso, visto ter sido criado num meio utilizado por vários milhões de pessoas.
Portanto, propomo-nos falar dos temas acima mencionados com o intuito de dar a conhecer de uma forma mais pormenorizada a importância do desporto.
- article by Adil Gulamali & Pedro Kapata
Maus Hábitos/Exemplos Maio 3, 2008
Posted by Admin in 5584.add a comment
Nos dias de hoje, cada vez mais os jovens idolatram os grandes atletas nos vários desportos, nomeadamente os jogadores de futebol. Daí que os maus exemplos por parte dos jogadores tenham cada vez mais impacto na sociedade e, portanto, há que haver um maior controlo e rigor por parte das entidades responsáveis pelos atletas.
O uso de drogas, as saídas á noite e os maus comportamentos dentro de campo, devem ser vistos pelos intervenientes no desporto como algo de prejudicial, quer para o desporto, quer para os adeptos do desporto, mas principalmente para a sociedade em geral.
Um dos melhores jogadores da história do futebol, Diego Armando Maradona, foi apanhado a consumir substâncias dopantes. A relação de Maradona com as drogas tornou-se pública pela primeira vez em 1991, quando foi expulso do Nápoli após falhar um teste anti-doping. Voltou então a Espanha, ao serviço do Sevilha e mais logo voltou à Argentina para jogar pelo Newell’s Old Boys. O problema com as drogas voltaria a ser um pesadelo no Mundial de 1994, quando o teste anti-doping detectou que ele havia utilizado EPO e a FIFA proibiu-o de jogar por um ano.
Maradona era e é adorado por muitos, foram milhares os jogadores que se formaram tendo Maradona como a sua grande referência; certamente que essa referência ser apanhada nas malhas do doping não é uma influência positiva sobre estes jogadores…
As saídas à noite transformaram-se em algo banal no dia-a-dia dos atletas de alta competição, muitos deles saem à noite mais de duas vezes por semana, mesmo sabendo que estão a ir contra as normas impostas pelos clubes para quem trabalham. Os médicos defendem que os atletas são jovens e portanto devem ter uma vida social, familiar e sexual normal, mas o grande problema reside no facto da grande maioria dos atletas abusarem quando saem à noite, ou seja, exageram no tabaco e na bebida. De acordo com o médio Domingos Gomes, “há que perceber que os cigarros e o álcool têm influência imediata sobre órgãos vitais para o desempenho físico: a parte hepática e a área pulmonar.”
Temos o exemplo dos três astros do futebol brasileiro, Ronaldo, Adriano e Ronaldinho. Os três brasileiros baixaram de rendimento e tiveram um aumento considerável de peso, desde que colocaram as saídas à noite no mesmo patamar de treinar diariamente nas suas equipas.
Os comportamentos impróprios por parte dos jogadores são outro dos grandes problemas. Temos vários exemplos que ajudam a explicar o porquê de estes comportamentos impróprios terem um mau efeito sobre os jovens:
- Começando pelo francês Zinedine Zidane. Para muitos o melhor jogador francês de todos os tempos, idolatrado por milhões de adeptos de futebol em todo o mundo, adeptos esses que viram o seu ídolo agredir barbaramente um outro jogador, com uma cabeçada no peito em plena final de um Campeonato do Mundo.
- Temos o exemplo, mais uma vez, de Diego Armando Maradona, que num jogo importantíssimo como é um jogo dos quartos de final de um Campeonato do Mundo, usou a mão para marcar um golo e celebrou como se o golo tivesse sido legal, induzindo o arbitro em erro.
- Por ultimo temos o português Cristiano Ronaldo, que ao ouvir apupos da bancada do Estádio da Luz, num encontro frente ao SL Benfica, resolveu mostrar o dedo do meio aos adeptos benfiquistas.
Este tipo de atitudes incita os jovens a terem comportamentos violentos dentro do campo, a tentarem iludir o arbitro ao recorrem a meios ilícitos de marcar um golo e a fazerem gestos obscenos para as bancadas, visto que têm como exemplo os seus grandes ídolos do futebol.
Isto é algo que deve ser fortemente repudiado e contrariado pelos responsáveis do futebol, que deviam impor medidas mais severas sobre comportamentos desta natureza.
- article by Adil Gulamali
Acções de Beneficência Maio 3, 2008
Posted by Admin in 5584.add a comment
Unicef e F.C.Barcelona
No início da temporada 2006/2007, o presidente do FC Barcelona, Joan Laporta, assinou uma parceria com o Fundo das Nações Unidas para Infância – UNICEF. Nesse acordo, um dos pontos mais curiosos foi a inserção do logotipo do UNICEF num dos espaços publicitários mais cobiçados no milionário mundo desportivo – a camisola do Barcelona.
O contrato é bastante diferente dos demais entre clubes e marcas, já que, nesse caso, é o Barcelona quem paga ao parceiro, num acordo que visa divulgar e ampliar as acções da fundação Barcelona, além de levar ainda mais ao mundo a marca do gigante clube espanhol.
O Barcelona alegou que se tratava de um logótipo de prestígio e não uma marca publicitária. “Para nós, significa conquistar a Liga dos Campeões na escala social”
É apenas uma forma que o clube encontrou para fortalecer ainda mais a sua marca, vender mais camisolas e angariar mais sócios. O dinheiro investido pelo clube é descontado no seu imposto de renda.
A Fundação Barcelona, com apoio do Unicef, lançou a campanha “O difícil é começar”, mostrando como a Fundação trabalha para ajudar crianças de rua ou crianças que sofrem trabalhos forçados, transformando-as em futuros promissores no mundo desportivo ou profissional, mas antes passando por todo o apoio educacional e psicológico que toda criança merece.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o clube espanhol Barcelona, através de sua fundação, chegaram a um acordo de colaboração de cinco anos.
Um dos pontos do acordo será que o Barcelona terá o logótipo do Unicef na camisa, mas estão previstas várias iniciativas solidárias.
A ideia, afirma o Barcelona em comunicado, é “trabalhar juntos em benefício das crianças órfãs e em situação vulnerável, em particular dos que têm o vírus da SIDA”.
O Barcelona participará das diferentes iniciativas através da sua fundação, e comprometeu-se a trabalhar durante cinco anos para defender estes objectivos. O lema do acordo é: “Barça, mais que um clube, uma nova esperança global para as crianças vulneráveis”.
“Uma honra”
Laporta revelou que o clube dará apoio financeiro aos projectos da Unicef por todo o Planeta. “É um acordo histórico que mostra ao mundo que somos mais do que um clube”, afirmou. “É uma iniciativa com alma. O Barça pode ajudar as crianças de todo o mundo. É um momento importante até porque o logo da Unicef é prestigiado e não uma qualquer publicidade. É uma honra usar este logótipo até porque estamos a falar de um acordo sem precedentes”
Fundação Luis Figo
Luís Filipe Madeira Caeiro Figo, conhecido no desporto como Figo (Almada, 4 de Novembro de 1972) é um futebolista português.
Começou a dar os seus primeiros pontapés na bola no União Futebol Clube “Os Pastilhas”, um clube de bairro da freguesia da Cova da Piedade, antes de ser transferido para o Sporting Clube de Portugal. Jogou no Sporting Clube de Portugal, FC Barcelona e Real Madrid. Actualmente joga no Inter de Milão.
No ano de 2001, Figo foi escolhido como o Melhor jogador do mundo pela FIFA. Participou na Campeonato do Mundo de 2002 e 2006. O seu estilo de futebol é clássico, com cruzamentos milimétricos e dribles curtos e certeiros.
Porquê a Fundação?
Luís Figo é reconhecido mundialmente, seja pelo seu talento excepcional, seja pela sua impressionante determinação, seja pelo seu desempenho quase mágico.
Mas tudo isso não se resume o Homem Luís Figo. Ao lado da sua paixão pelos relvados, tão conhecida de todos, coexiste o seu lado humano, a sua preocupação pelo outro, pelo seu povo e pelo seu País.
Foi desse seu lado humano e muitas vezes inconformado que nasceu a vontade de construir e de retribuir algo que teve, mais que a maioria das crianças e jovens não têm: Oportunidade. Oportunidade para estudar, ter saúde, cultura e uma profissão. Oportunidade para ascender a valores balanceados e equilibrados na formação da sua personalidade. Oportunidade de possuir melhor qualidade de vida. Oportunidade de construir um futuro. Oportunidade de ter esperança.
A Fundação Luís Figo, com sede em Lisboa foi instituída por escritura pública, como instituição de direito privado, com autonomia financeira e sem fins lucrativos, levando como matriz essencial a personalidade de Luís Figo, um cidadão português movido por um ideal, a perfeição, e por uma paixão, o desporto.
A Missão
Inspirando-se nos valores, ideias, postura e notoriedade do seu Fundador, a Fundação Luís Figo terá como missão a contribuição para a criação de condições e oportunidades para que todas as crianças e adolescentes, especialmente os mais desfavorecidos, possam desenvolver plenamente o seu potencial, como pessoas e cidadãos, através da prática desportiva. Adicionalmente contribuirá para a criação e melhoria das condições de vida das crianças e adolescentes mais desfavorecidos ou doentes.
Desde Março de 2003 que a Fundação Luís Figo tem vindo a desenvolver um trabalho relevante no âmbito da intervenção social no sentido de alcançar os objectivos que estão na origem da sua criação e que se encontram consignados nos seus estatutos.
Assim, decorridos 5 anos e actuando em cooperação com Organismos Governamentais, Empresas Privadas e Organizações da Sociedade Civil, a Fundação Luís Figo tem vindo a promover, e a desenvolver de um conjunto de projectos que abrangem, de diferentes formas, as áreas do Desporto, da Educação, da Saúde e da Acção Social.
Paralelamente a Fundação Luís Figo tem realizado eventos de uma grande projecção mediática e internacional, destinados a angariar fundos quer para o financiamento dos projectos da Fundação quer para apoiar projectos de outras entidades de grande relevância social.
- article by Pedro Kapata
Lesões no Desporto Maio 3, 2008
Posted by Admin in 5584.1 comment so far
Perde-se no tempo o conselho à prática desportiva, quer sejamos velhos ou novos a actividade física deveria ser parte integrante do nosso dia a dia. Como forma alternativa à rotina, ao sedentarismo e ao stress, o desporto de lazer ou de competição representa para todos nós a busca de Prazer, Beleza e Saúde. Sendo o corpo, e principalmente o sistema músculo-esquelético, o objecto privilegiado de todos os desportos ou da actividade física, pode ser sujeito a uma série de inconvenientes de ordem física.
A maioria das lesões desportivas é resultado de um traumatismo “externo”, de forças dinâmicas internas ou de um esforço de sobre uso.
As lesões podem ser consideradas como o principal factor de afastamento dos atletas da sua modalidade desportiva. Esse afastamento é prejudicial, pois influencia directamente no seu desempenho físico e técnico, além dos possíveis prejuízos psicológicos, já que a recuperação pode ser demorada, exigindo dele muita paciência e cautela para voltar à actividade, consequentemente a equipa e o clube também são prejudicados pois a equipa perde um atleta e o clube para alem de manter o salário ao atleta sem que ele exerça qualquer actividade também terá de acartar com as despesas todas para a recuperação do atleta.
As lesões, muitas vezes acontecem em fases cruciais na vida de um atleta, ou seja, em fases importantes para o atleta em que o atleta está com um bom desempenho ou com uma boa forma e que são fases que se tornam importantes nas suas carreiras. Estas lesões fazem com que o atleta seja retirado de competições, tirando-os de selecções e, em alguns casos, provocando o abandono precoce da carreira.
Cada desporto tem suas características próprias de espaço, tempo, dinâmica e exigências físicas, o que pode caracterizar o tipo de lesão mais frequente em cada um deles. Por exemplo: a natação, que é um desporto onde não há nenhum tipo de contado físico com o adversário terá, certamente, diferentes lesões do que o boxe, onde o contacto físico é predominante.
Modalidades desportivas colectivas (basquetebol, futebol, futsal, Ragby e Andebol) têm suas lesões específicas, considerando-se que os atletas mantêm um contacto físico constante. Incluindo-se a estas o voleibol, podem-se também considerar as lesões decorrentes dos constantes deslocamentos, saltos e movimentos bruscos.
Tipos de Lesões:
Nos Músculos:
Rotura Muscular:
- Causada normalmente pela extensão excessiva dos músculos.
- É uma situação súbita, bem localizada e de dor persistente.
- Resultado muitas vezes de alongamentos insuficientes.
Micro-roturas:
- São uma versão menos acentuada das roturas, muitas vezes chamadas de distensões.
Nas Articulações:
Entorses:
- Ruptura, parcial ou completa, de ligamentos.
- Normalmente acontece quando a articulação é torcida num sentido anormal com alguma força.
Luxações:
- Também são perdas de contacto entre superfícies articulares mas sem recuperação da posição funcional.
Nos Tendões:
Tendinites:
- É uma inflamação nos tendões, (os tendões ligam os músculos aos ossos).
- Normalmente causada por excesso de uso do tendão ou técnicas incorrectas.
Rotura do tendão:
- Normalmente causada por uma contracção muscular forte.
- É uma situação urgente de dor intensa, em que o músculo fica contraído.
Nos Ossos:
Fractura de Stress:
- A estrutura do osso apresenta uma fenda. Normalmente nos ossos do pé, da perna ou da mão.
- Resultante de um traumatismo que quase fractura o osso, causando dores quando se realizam movimentos.
Fractura Completa:
- Normalmente originada por traumatismo, o osso encontra-se separado.
- É uma situação grave e de urgência, acompanhada de dor intensa, impossibilidade de executar movimentos nessa região existindo deformação local.
Nos Ligamentos:
Lesões Ligamentares:
- Os ligamentos são estruturas que estabilizam as articulações.
- São situações graves que requerem um tratamento precoce e adequado, bem como uma boa recuperação. Quanto mais rápido for detectada a lesão melhor.
- article by Bruno Silvestre
Atletas correm maior risco de morte súbita Maio 3, 2008
Posted by Admin in 5584.add a comment
Os atletas de alta competição têm um risco maior de morte súbita do que o resto da população do mesmo grupo etário. Muitas vezes, a actividade desportiva é excessiva por parte desses atletas, eles vão para além da sua capacidade física. O exagero e a sobrecarga dos esforços físicos e emocionais “desmascaram” perturbações que já existem no coração e daí pode ocorrer a morte súbita.
Os exames de rotina não detectam muitas dessas perturbações, habitualmente só são diagnosticadas com exames invasivos e mais pormenorizados, quando há a decisão médica de investigar os atletas. Existem também casos em que “os atletas, apesar de sentirem algumas alterações como palpitações, faltas de ar ou tonturas, não se queixam porque não as valorizam “ – admitem os especialistas
A morte súbita de um atleta tem um grande impacto na sociedade, pois, não é sempre que um desportista morre (infelizmente ainda morrem muitos, considerando o facto de que são “vistos” estes acontecimentos com maior frequência).
Os especialistas afirmam que “é maior o risco de morte súbita durante a realização de uma actividade desportiva intensa”. As patologias que mais frequentemente levam á morte súbita são as cardiovasculares. Dentro das doenças cardiovasculares há 2 que se destacam das mais: cardiomiopatia hipertrofica e as anomalias estruturais. A cardiomiopatia hipertrofica é herdada dos pais em cerca 50 % dos caos e segundo os especialistas “ pode manifestar-se desde o período pré-natal até cerca dos 30 anos”.
O que é a cardiomiopatia hipertrofica?
“O ventrículo esquerdo (aquele que bombeia o sangue para o corpo) apresenta-se hipertrofiado”. Essa hipertrofia pode reduzir o volume do coração e dificultar a saída do sangue. Num jogo de futebol ou de outra modalidade, a frequência cardíaca aumenta, tal como cresce a exigência de sangue para os músculos e para o cérebro.
Os especialistas explicam que ”num coração com cardiomiopatia hipertrofica, esta combinação de exigência aumentada e diminuição do efeito da bomba pode conduzir a um problema de falta de fornecimento de oxigénio ao musculo cardíaco anormal, o que leva frequentemente a uma alteração de ritmo cardíaco, geralmente fatal”.
Outra causa associada ás mortes inesperadas são as anomalias estruturais (“ ás vezes o coração e as artérias não se desenvolvem”- dizem os especialistas), a maioria delas estão presentes já desde o seu nascimento.
Os desportistas realizam exames com muita frequência e são analisados e estudados para obterem um bom rendimento em prole da equipa e da sua ascensão individual, e também para prevenir certas doenças. Sendo estes exames tão regulares aos atletas, como é possível que ainda morram muitos atletas?
O problema é que muitas das doenças não são detectáveis com um exame clínico (que é o caso das anomalias estruturais) – e os futebolistas profissionais são sujeitos a um acompanhamento médico que uma pessoa comum nem sonha ter.
Os especialistas afirmam que “ 99 % destes casos de anomalias estruturais não são detectáveis por uma simples auscultação clínica”. Por outro lado, acrescentam que “ 8 % dessas mortes não têm causas conhecidas”.
Recentemente vimos um jogador de futebol morrer em campo, António Puerta que era jogador do Sevilha. Puerta é um exemplo de morte súbita devido a anomalias estruturais. António Puerta poderia sofrer de uma doença cardíaca congénita, provavelmente uma displasia arritmogénica do ventrículo direito (desenvolvimento anormal de tecidos). No entanto, uma deficiência que “não dá a cara”, como costumam rotular-lhe os clínicos, pela dificuldade em diagnosticar o mal: os médicos do Sevilha, na última semana, submeteram Puerta a uma bateria intensiva de exames, depois do jogador ter desfalecido
duas vezes nos últimos tempos.
Já o jogador do Benfica Miklos Feher, de acordo com uma fonte hospitalar, terá sido vítima de uma paragem cardíaca, tendo outra fonte da mesma unidade confirmado a entrada do jogador nas urgências, recusando-se a referir se Feher terá já recuperado a consciência. De acordo com o boletim clínico, Fehér chegou aos serviços de urgência em paragem cardio-respiratória, às 21h45, tendo sido “de imediato efectuadas todas as manobras de emergência e medidas de socorro avançado”. Às 23h10, e depois das tentativas de reanimação falhadas, a equipa médica declarou o óbito do jogador.
- article by Bruno Silvestre
Corrupção no Desporto Maio 3, 2008
Posted by Admin in 5584.add a comment
Nos últimos vinte cinco anos muito se tem falado de corrupção no desporto. Os intervenientes no desporto dizem nada saber e poucas pessoas querem contribuir para a verdade desportiva porque há muitos interesses por trás.
Como todos sabemos existe corrupção no desporto, em especial no ténis e no futebol. Abordando a questão da corrupção no ténis:
Veio-se a saber que muitos jogadores de ténis recebem propostas para perder jogos, indo ao encontro de rumores que apontam resultados falseados. Temos os seguintes exemplos:
- Arnauld Clement, numero 53 do ranking ATP, que admitiu ter recebido uma proposta para perder uma partida;
- No torneio ATP do Spot, há um jogo em investigação entre Davydenko e Vassalo Arguelo onde há suspeitas que o jogo tenha sido manipulado ou pelos menos alguém detinha informação para manipular o mercado de apostas;
- Andy Murray afirmou categoricamente que há corrupção no ténis;
- Um tenista belga, Gilles Elseneen, afirmou ter recebido uma proposta de 100000 euros para perder a partida da primeira ronda do torneio de Wimbledon, em 2005;
- Outro tenista belga Dick Norman anunciou ter recebido uma proposta para fornecer informações sobre o estado físico e psicológico de outros jogadores;
- Mas há outros jogos muito duvidosos como o dos quartos de final do Austrália Open de 2005 que opôs o então número 3 Andy Roddick e o número 26 Nikolay Davydenko, onde o russo desistiu no terceiro set quando já se prepara para perder o jogo, numa manobra que foi considerada suspeita por algumas casas de apostas que devolvem o dinheiro caso o jogador desista do encontro;
- E por fim Werner Eschauer um modesto e experiente jogador austríaco confirmou que recebeu uma proposta de 40000 euros para perder o jogo da segunda ronda de Wimbledon frente a Rafael Nadal.
Mas estes boatos e acusações já provocaram uma pequena revolução na segurança dos torneios. O Australia Open 2008 vai admitir tolerância zero a qualquer confirmação de corrupção. Por isso haverá segurança extra para controlar tudo o que se passa ao redor do torneio o que inclui apertar o acesso a zonas restritas como o balneário dos jogadores áreas médicas parque de estacionamento e restaurante dos jogadores. As partidas de ténis são um dos mercados mais apetecíveis para apostadores por se tratar de um desporto de cariz individual em que o estado físico e psicológico tem uma importância extrema no resultado dai as tentativas de alguns apostadores em tentarem obter o máximo de informação no círculo do ATP e WTA, e mesmo tentarem condicionar os resultados finais. Apesar de ainda nenhum caso se confirmar, as suspeitas sobre esquemas de combinação de resultados vão se avolumando, deixando atrás de si um rasto de suspeição que não faz nada bem a um desporto que começa a ficar carente de público.
Vamos agora ao futebol, da arbitragem ás apostas desportivas, são muitos os meios ilícitos de ganhar dinheiro através de uma modalidade que corre o risco de perder o seu maior capital: a paixão dos adeptos.
A nível nacional: temos o recente caso Apito Dourado onde foram feitas 60 buscas em residências e clubes, tendo sido detidos dezasseis dirigentes e árbitros. Mas ao longo do processo foram referenciados nomes mais sonantes e estes são: o presidente do Futebol Clube do Porto, Pinto da Costa, também o ex-presidente da liga portuguesa, Valentim Loureiro e o líder da arbitragem da federação Pinto de Sousa. Também vários árbitros internacionais e autarcas das câmaras locais e dirigentes de clube com menor expressão são considerados suspeitos.
Todos estes suspeitos são indiciados de crime de corrupção desportiva e tráfico de influências. A revolução começou mas ficou a meio, os atrasos processuais, as diligências feitas pelos suspeitos de impugnar as provas (como o exemplo das escutas) tem atrasado a sentença final. E muitos dos suspeitos continuam no exercício das suas funções na actividade desportiva como nada tivesse acontecido, só em Portugal!
O que se dizia baixinho de favores de árbitros pagos com sexo, dinheiro, ouro, mobílias aparece claro neste caso, dos mais baixos escalões do futebol distrital até ao topo da superliga. Valeu a pena o Apito Dourado ter saído para a rua, as coisas mudaram para melhor pois os erros de arbitragens são menos escandalosos. Neste momento há 171 arguidos no caso Apito Dourado. Isto são apenas alguns dos exemplos do um conjunto de certidões extraídos do processo Apito Dourado, e cujo desfecho final não foi possível apurar.
São vários casos que se podem constituir uma espécie de “Enciclopédia de corrupção no futebol” e desengane-se quem pensava que este era só um fenómeno das principais ligas. Umas das situações diz respeito ao jogo Fafe – Vizela da segunda divisão B, época 2003/2004 arbitrado por Pedro Sanhudo e terminou com a vitória do Vizela por 1-0. Três dias antes Benjamin Castro, chefe do departamento do futebol do Vizela perguntou a Sanhudo se podia “estar a vontade no Domingo” e o árbitro respondeu “dorme descansado”. O relatório do observador detectou vários erros graves que prejudicaram o Fafe uns dias depois do jogo o árbitro Pedro Sanhudo comentou com Sérgio Jesus (árbitro de futebol), as prendas recebidas ”Trouxemos um carregamento, Deus nos livra que nem cabia na mala…”, descrevendo camisas da Ralph Lauren, camisolas Lacoste e caixas de vinho.
Pedro Sanhudo era presidente do núcleo de árbitros do Baixo Tâmega e terá recebido muitas “prendas para associação”: uma arca congeladora, impressora e até obras por parte da câmara local onde estava sediada, Marco de Canavezes.
Esta relação valeu ao antigo autarca Avelino Ferreira Torres a suspeita de peculato por ter colocado funcionários da câmara a fazer obras na sede dos árbitros. Pedro Sanhudo em conversa com um amigo confirmou que Avelino Ferreira Torres ofereceu as obras para sede dos árbitros numa vigilância a PJ do Porto constatou que a sede dos árbitros estava em obras e Avelino Ferreira Torres era quem as supervisionava. Avelino Ferreira Torres pediu a Pedro Sanhudo um árbitro da sua confiança para o jogo Paços de Ferreira – Marco de Canaveses, para o campeonato da distrital de Juniores. Isto não serviu de nada pois o árbitro não conseguiu impedir a derrota do Marco de Canavezes por 5-1. O árbitro do jogo confessa a Pedro Sanhudo que aquilo não deu a mínima hipótese, ”um gajo ainda tentou empurrar, empurrar”.
Outro caso: Gandarela – arco de Baúlhe para os quartos de final da taça de Associação de futebol de Braga época 2003/2004. No intervalo do jogo o árbitro Vasco Vilela disse a um elemento da direcção do Arco de Baúlhe que aconselhou que os avançados da equipa tinham de procurar o contacto físico com o adversário. Chegou a dizer que anulou deliberadamente um ataque do Gandarela, assinalando fora de jogo ”foi na horinha certa pá”, ”vamos ver o resto da segunda parte”. Apesar de tudo o Gandarela venceu por 1-0 e no final Vasco Vilela desabafou com o dirigente ”doze minutos que dei (período de compensação), nem assim”.
Como é que é possível estes casos terem sido arquivados? A nível internacional temos o recente caso na Serie A, em 2006 onde a Juventus foi parar a segunda divisão e ficou sem os títulos ganhos nas épocas 2004/2005 e 2005/2006. O Milan, a Lazio e a Fiorentina, ficaram com pontos negativos no inicio do campeonato da época de 2006/2007. Neste esquema de corrupção, tiveram envolvidos dirigentes desses quatro clubes que terão aliciado árbitros.
Em menos de um mês foi tudo resolvido, a sentença deliberou que os dirigentes e árbitros envolvidos estariam interditos de funções desportivas durante um período estabelecido. E os clubes envolvidos, ficaram com as penas já descritas anteriormente.
A resolução deste caso demonstrou que Portugal é um país muito atrasado, pois em Itália, o processo foi resolvido em menos de um mês, no nosso país o processo arrasta-se há mais de quatro anos.
Outro caso aconteceu na Alemanha, quando um árbitro, Robert Hoyzer, foi detido após ter sido acusado de manipular os resultados de cinco jogos disputados em 2004 (segunda e terceira divisões e taça da Alemanha). O Ministério Publico concluiu que Hoyzer foi abordado por um grupo de apostadores pertencentes á máfia croata e aceitou subornos para beneficiar estes apostadores, manipulando os resultados em alguns jogos. Hoyzer também chegou a apostar num jogo da taça da Alemanha que dirigiu e procurou subornar outros árbitros.
Temos também o caso Totonero na década de 80, no qual o tribunal apurou que vários resultados da Serie A foram comprados e por isso, Milan e Lazio desceram de divisão.
E por fim, temos o caso do Marselha. Depois de conquistar o penta-campeonato francês em 93, o Marselha foi acusado de corromper através do seu presidente Bernand Tapié, árbitros e jogadores em alguns jogos, nomeadamente Marseille – Vallenciannes. O clube ficou sem o título francês e de campeão europeu, sendo suspenso das competições europeias e acabou na segunda liga.
A corrupção no desporto é um facto, mas poucas pessoas fazem algo que contribua para repor a verdade desportiva, terá que haver maior controlo por parte dos organismos que tutelam os diferentes desportos e do Estado e só assim haverá verdade desportiva sem interesses por trás.
- article by Zubeir Osman
Doping no Desporto Maio 3, 2008
Posted by Admin in 5584.add a comment
O doping e o desporto são dois termos antagónicos, ou seja, que nada têm em comum, ou supostamente não deviam ter… A prática do desporto deve ser um meio para melhorar a saúde do cidadão e para obter o domínio físico da pessoa por métodos naturais. Ora, o recurso a substâncias cuja finalidade consiste em aumentar, de maneira artificial, a performance, representa uma adulteração da prática desportiva, que deve ser repudiada e combatida.
Uma primeira explicação possível para a proliferação da utilização do doping encontra-se na aceitação, pelas sociedades ocidentais, de uma certa cultura da droga e da utilização de substâncias tóxicas como meio para melhorar as capacidades individuais em diferentes domínios. A nossa sociedade parece aceitar, de maneira implícita, a auto-estimulação mediante a utilização de substâncias e métodos artificiais, verificando-se um aumento da auto-medicação e o recurso a uma má utilização de medicamentos sem nenhum controlo médico.
Outra das explicações possíveis é a comercialização crescente do desporto, na chegada maciça de dinheiro e na necessidade de rentabilizar os investimentos enormes dos patrocinadores. A pressão exercida pelos grandes patrocinadores e promotores sobre os atletas e aqueles que os enquadram explica o recurso cada vez mais frequente aos métodos de doping. Os contratos cada vez mais exigentes das cadeias de televisão e dos promotores desportivos, as compensações económicas exageradas ligadas à obtenção de novos recordes do mundo levam os atletas a práticas contrárias à ética desportiva.
A utilização de drogas no desporto não é um fenómeno recente. Nos Jogos Olímpicos da Antiguidade, os atletas gregos usavam estricnina e cogumelos alucinogénios para se prepararem psicologicamente para as provas.
Em 1886, um ciclista francês morreu após ter ingerido uma mistura de cocaína e heroína. Talvez por ter decidido festejar a vitória antes de tempo, nas Olimpíadas de 1968 um atleta de pentatlo moderno foi desclassificado por ter um índice de alcoolemia demasiado elevado no sangue.
O duplamente desonesto Marti Vianio, corredor finlandês dos 10 000 metros, deixou de tomar esteróides uns meses antes de uma competição, mas mesmo assim foi apanhado num teste para detecção de drogas. Estupidamente, resolveu optar pelo doping, esquecendo que o sangue que lhe fora retirado uns meses antes continha vestígios das substâncias ingeridas na altura.
Em 1988, o canadiano Ben Johnson foi obrigado a devolver a sua medalha de ouro dos 100 metros quando um teste revelou que tomara esteróides anabolizantes antes da prova olímpica. De notar, que quando os atletas entregam amostras de urina para análise têm de o fazer debaixo do olhar vigilante dos comissários, para não haver hipótese de trocarem as amostras.
Alguns dos casos mais mediáticos de consumo de drogas por atletas de alta competição, são os casos do ciclista Bjarne Rijs, da atleta Marion Jones e do futebolista Abel Xavier:
O vencedor da volta a França em bicicleta, «Tour», de 1996, Bjarne Rijs, admitiu ter usado EPO durante o ano em que venceu a prova. «Sim, dopei-me, tomei EPO», indicou o dinamarquês, que em 1996 evitou o sexto título seguido do espanhol Miguel Indurain.
Segundo refere o Diário Digital, o ex-ciclista revelou que o consumo de substâncias proibidas começou em 1993 e terminou em 1998.
Marion Jones confessou ter-se dopado, de acordo com uma carta enviada pela atleta a familiares e amigos cujo conteúdo foi revelado pelo jornal norte-americano Washington Post. A velocista norte-americana que ganhou cinco medalhas nos Jogos Olímpicos de 2000 admite ter recorrido a substâncias ilegais desde 1999 a 2002, no período em que foi treinada por Trevor Graham.
A atleta norte-americana Marion Jones já devolveu as três medalhas de ouro e duas de bronze que ganhou nos Jogos Olímpicos de Sidnei’2000, de acordo com uma fonte da entidade norte-americana que rege o desporto olímpico (USOC).
Abel Xavier, ex-defesa do Middlesbrough, foi suspenso de todas as competições pela FIFA depois de ter acusado positivo num teste anti-doping, anunciou o clube inglês. O antigo internacional português foi submetido a um controlo anti-doping depois do jogo com os gregos do Xanthi, na Taça UEFA, a 29 de Setembro passado que acusou positivo. A substância não foi revelada, mas o antigo internacional Português foi suspenso por 18 meses.
De acordo com o CNAD, fórum detectados mais três casos de doping em 2007 do que em 2006 e, embora as amostras positivas por substâncias proibidas sejam ainda mais residuais (1,49 por cento), a “batota” atingiu mais cinco modalidades. Logo a seguir ao futebol – que engloba o futsal – e bilhar, ambos com seis casos, surgem o automobilismo, o basquetebol, o kickboxing e o tiro com armas de caça como modalidades com mais análises positivas em 2007, todas com quatro ocorrências.
As substâncias mais vezes detectadas continuam a ser os canabinóides (31,9 por cento), seguindo-se os diuréticos (”mascarantes” de outras substâncias, com 20,3 por cento). Relativamente à eritropoietina (EPO), que aumenta os índices de resistência ao esforço, o CNAD destaca 96 análises positivas por esta hormona humana produzida artificialmente, das quais 65 em ciclistas, 28 em praticantes de atletismo e três de triatlo.
Numa longa entrevista ao “Spiegel”, o ciclista Patrick Sinkewitz explicou como funciona o “negócio” das drogas e falou de como começou a dopar-se (em 2003 quando entrou para a Quick Step.)
“Quando te juntas a uma equipa como novo profissional encontras um sistema. Enquanto novo ciclista, os mais velhos ensinam-te como funciona o negócio. Tu és ambicioso, treinas duro, desenvolves-te profissionalmente e, a certo ponto, arranjas uma ajuda extra. As coisas melhoram, tens sucesso, ganhas reconhecimento e todos gostam de ti. É assim que o doping se torna normal.”
Sinkewitz explicou que, apesar de, em geral, os membros das equipas não falarem uns com os outros sobre doping, ele foi aprendendo “um pouco com toda a gente”, em especial colegas e médicos. “A EPO era o dopante de eleição. E depois havia outras coisas como cortisona e tetracosactida”, contou o corredor, explicando como fugia às análises antidoping, que já permitiam a detecção de EPO desde 2000: “Quando soube que uma dose [de EPO] era detectável durante cinco dias, deixei de usar o dopante seis dias antes das provas. Raramente naquela altura havia controlos surpresa nos treinos.”
“Todos afirmam ‘claro que somos contra o doping’, mas muitos não o dizem com sinceridade. Por exemplo, eu esperava estar na liderança da Paris-Nice deste ano, mas os espanhóis limparam tudo. Isto leva-nos a reflectir.”
- article by Adil Gulamali
Salários, Patrocínios e Publicidade Maio 3, 2008
Posted by Admin in 5584.add a comment
Todos nós sabemos que o desporto move multidões e acima de tudo muito dinheiro. Neste momento, os desportistas têm muita visibilidade e isso capta as atenções das principais marcas mundiais em utilizarem estes desportistas para a sua próxima campanha publicitária.
Os desportistas ganham valores astronómicos tanto em salários, como em publicidade (só alguns desportistas tem contratos publicitários).
Por exemplo no ano de 2007, os 10 desportistas mais bem pagos, de acordo com o site football finance, foram:
1- Tiger Woods (golf) ganhou cerca de 70 milhões de euros
2- Phil Mickelson (golfe) ganhou cerca de 35.7 milhões de euros
3- Fernando Alonso (F1) ganhou cerca de 33 milhões de euros
4- Valentino Rossi (motas) ganhou cerca de 30 milhões de euros
5- Ronaldinho (futebol) ganhou cerca de 23.5 milhões de euros
6- Kobe Bryant (basquetebol) ganhou cerca de 23.3 milhões de euros
7- David Beckham (futebol) ganhou cerca de 23.2 milhões de euros
8- Shaquille O´neal (basquetebol) ganhou cerca de 22.5 milhões de euros
9- Alex Rodriguez (basebol) ganhou cerca de 21.8 milhões de euros
10- Ronaldo (futebol) ganhou cerca de 18.6 milhões de euros
Na publicidade, alguns jogadores portugueses que representam algumas marcas comercias. Temos o caso de Cristiano Ronaldo que se associou a várias marcas, uma delas o BES (Banco Espírito Santo). O mesmo acontece com Luís Figo que representa várias marcas como a Sagres e o Banco Português de Negócios. Por exemplo quando Vítor Baia se retirou do futebol fez uma campanha para a Sagres. Pauleta, jogador do PSG, faz várias campanhas publicitárias para a marca de queijos Flamengo.
A nível internacional temos o Ronaldinho Gaúcho que é o rei da publicidade. O jogador do Barcelona ganha cerca de 15.5 milhões de euros em publicidade por ano, mais do que o que ganha anualmente por jogar pelo clube catalão. O brasileiro reapresenta mais de 20 prestigiadas marcas mundiais, como Pepsi, Sony e a Nike. A Nike que veste o Barcelona, o Brasil, Portugal, entre muitas outras equipas, assinou um contrato com Ronaldinho até 2016, com valores que lhe garantem uma boa reforma aos 30 anos. As empresas desportivas são as que mais procuram os craques do Barcelona e fazem deles os mais cobiçados a nível mundial. As cinco principais fabricantes de roupa e calçado desportivo são publicitadas por jogadores do Barcelona. Ronaldinho calça Nike, Messi representa Adidas, Deco a Umbro, Eto a Puma e Henry a Reebook. O francês chegou a Catalunha já com ganhos na ordem 7.2 milhões de euros, mas vai ver o número aumentar com a transferência para Espanha.
As marcas garantem assim o sucesso nas vendas aliando-se aos craques. Empresas mundiais como Nike ou a Adidas ganham por cada nova campanha publicitária mais de 300 milhões de euros. Valores que permitem recrutarem estrelas como o Ronaldinho, Messi, Figo, Beckham e Cristiano Ronaldo.
Isto é uma prova que na actualidade, muita gente não quer saber do “amor a camisola” como havia antigamente e também demonstra que o desporto cada vez mais e um negocio que enriquece muita gente e os desportistas são um exemplo disso.
- article by Zubeir Osman
A Mudança dos Estilos de Vida dos Atletas Maio 3, 2008
Posted by Admin in 5584.add a comment
O Desporto tem hoje em dia cada vez mais impacto a nível social na vida dos atletas. Muitos deles vêm a sua vida dar uma volta de 360º em muito pouco tempo. Embora seja isto que alguns sempre desejaram, outros não lidam bem com estas mudanças.
Os atletas de um momento para o outro são capas de revistas, de jornais, são alvos susceptíveis da imprensa e também daqueles que tentam aproveitar-se deles e do dinheiro que têm.
Quando se fala num grande atleta, pensasse logo no dinheiro que tem e nos grandes carros e casas que tem, mas não se pensa que nem sempre foram aquilo que actualmente são, pois muitos dos atletas eram pobres e viviam em condições precárias. Por exemplo, no Brasil muitos dos futebolistas viviam em favelas como, o melhor jogador do mundo de 2004 e 2005, Ronaldinho Gaúcho, que tem imenso dinheiro, guardas privados e é tudo aquilo que muitos sonham ser.
Mas a fama que atingem não lhes traz só aspectos positivos, traz também alguns negativos, pois são alvos fáceis para aqueles que procuram enriquecer ás suas custas, pois há pessoas que se aproveitam da ingenuidade de alguns atletas que não estão habituados a lidar com a fama nem com contas bancárias bastante recheadas, como o boxista Mike Tyson que foi roubado pelo seu agente.
Também há pessoas que se aproveitam dos jogadores através dos familiares, por exemplo, o jogador do Sporting, Liedson foi um dos muitos alvos, pois raptaram-lhe a mãe e pediram-lhe dinheiro em troca da sua libertação.
Também há pessoas que inventam histórias sobre certo atleta só para lhes extorquir dinheiro e ganhar um pouco de fama com isso, o maior exemplo disso é Cristiano Ronaldo, que é alvo de varias acusações de violação e de ter feito orgias.
Mas os próprios jogadores “lidam mal” com certas alterações na sua vida, por exemplo Cristiano Ronaldo, a quando da sua ida para o Manchester United, foi criticado pela forma como gastava o dinheiro.
Podemos concluir que esta falta de conhecimento para lidar com certas e determinadas situações por parte dos jogadores deve-se ao facto de, na sua maioria, nunca terem experienciado nada, e de repente terem tudo, uma mudança tão rápida e radical, que os leva a tomar atitudes que os podem prejudicar aos olhos da comunicação social e do publico em geral. Mas como têm todo esse dinheiro, tornam-se os principais alvos de pessoas que visam enriquecer á sua custa atingindo directamente a carreira dos atletas ou através dos seus familiares.
- article by Bruno Silvestre
Negócios Privados Maio 3, 2008
Posted by Admin in 5584.add a comment
Michael Jordan
Michael Jeffrey Jordan (Brooklyn, Nova Iorque, 17 de Fevereiro de 1963) é um ex-jogador de basquetebol norte-americano. Considerado pela maioria dos especialistas como o melhor jogador de basquetebol de todos os tempos e por muitos como o mais importante atleta de sempre.
Os seus fãs vêem em Jordan uma combinação única de graça, velocidade, raça, força, talento artístico, habilidade e um forte desejo de competição. Não há dúvidas de que Jordan redefiniu o conceito de “superstar” da NBA.
Foi eleito o MVP (melhor jogador da temporada da NBA) por cinco vezes, facto somente superado por Kareem Abdul Jabbar (seis vezes), e MVP das finais por 6 vezes, facto único na história da liga. A sua pontuação máxima num único jogo foi de 69 pontos, contra os Cleveland Cavaliers, a 28 de Março de 1990. Um dos seus recordes mais marcantes e uma das provas da sua superioridade no basquete, é a sua média de pontos durante toda a carreira: 30,1 pontos em quinze temporadas.
É muito conhecido pelos seus afundanços. Comentadores desportivos afirmavam que ele controlava a gravidade e andava no ar, por isso recebeu o apelido de “Air Jordan”.
Michael Jordan é provavelmente o único jogador conhecido pelas pessoas que menos se interessam por este desporto que é rei nos E.U.A.
Devido à sua magia no basquetebol, Jordan foi convidado a apadrinhar um modelo de ténis da Nike, as “Air Jordan”, utilizado por muitos jogadores da NBA.
O calçado de basquetebol Air Jordan “inspirado em Michael Jordan” foi originalmente lançado em 1985 e apresenta um suporte do peito do pé, uma caneleira de fibra de carbono para dar suporte lateral e uma tira ajustável para maior conforto.
Quanto vale Michael Jordan?
Para o cálculo do valor real de Jordan era preciso ter em conta o seu papel como multiplicador de riquezas. Por exemplo: Reinsdorf comprou os Bulls por 9,2 milhões de dólares um ano depois da contratação do jogador. Graças à presença do super atleta, a equipa passou a valer 200 milhões de dólares. A revista Fortune calculou o que chama de “efeito Jordan”, o impacto de todos os negócios do atleta sobre a economia americana desde da sua estreia, em 1984, e chegou a um valor extraordinário: 10 biliões de dólares. “Deixando de lado a sua vasta fortuna pessoal, é impressionante a riqueza que Jordan gera em vários sectores, desde as vendas de ténis, vídeos e perfumes, até o aumento da audiência dos jogos”, escreveu Roy S. Johnson, editor da revista que comandou a equipa que fez as estimativas.
Jordan é dono da mais espectacular carreira desportiva da década. Uma espécie de Pelé do basquetebol, com a diferença de que provavelmente o brasileiro não acumulou em toda a sua carreira os 70 milhões de dólares que o americano ganha só numa época. É verdade que Pelé construiu sua fama nos anos 60, quando o desporto ainda não era um fenómeno de massa e uma das maiores indústrias da economia mundial. Não bastassem os tempos favoráveis, Jordan é um génio na arte de ganhar dinheiro com a própria fama. Johnson, da Fortune, diz que as cifras da sua revista são conservadoras, já que só têm em conta algumas das empresas mais directamente ligadas ao atleta, como a NBA, a liga do basquetebol profissional americano, e a Nike, fabricante de ténis cujo nome está irremediavelmente ligado ao de Jordan. A sua estrela contribuiu para atrair 366 milhões de dólares para a liga só em direitos de TV dos jogos dos Bulls. Outros 165 milhões de dólares passaram pelas bilheteiras dos estádios. A venda de produtos licenciados dos Bulls rendeu mais 3 biliões de dólares à liga.
Dinheiro grosso — Jordan é o homem certo no lugar certo. Nos últimos 14 anos, altura em que ele jogou profissionalmente, a industria desportiva explodiu. Os estádios transformaram-se em plataformas multimédia, os jogos de basquetebol passaram a ser transmitidos por satélite para todo o mundo — e dinheiro grosso começou a movimentar-se dentro e fora dos “campos”. Jordan praticamente criou sozinho o mercado de vídeos desportivos. Os seus vídeos venderam 4 milhões de cópias, gerando receitas de 80 milhões de dólares. O filme em que contracena com Pernalonga, Space Jam — O Jogo do Século, facturou 230 milhões de dólares em bilheteira e 209 milhões em vídeo. A associação com o nome de Jordan é responsável por 5,2 biliões de dólares em vendas da Nike. Só os ténis Air Jordan venderam o equivalente a 2,6 biliões de dólares. Outras companhias para as quais o atleta vende sua imagem facturaram 408 milhões de dólares. O próprio empresário de Jordan, David Falk, vendeu recentemente sua empresa por 100 milhões de dólares. Pelo menos metade desse valor foi puro “efeito Jordan”.
Michael Jordan é Michael Jordan porque é Michael Jordan, o melhor jogador de basquetebol do mundo. Mas poderia não ter ganho tanto dinheiro se não soubesse administrar com cuidado a própria imagem. O empresário David Falk diz ter percebido, ainda nos anos 80, que o relacionamento do atleta com grandes marcas comerciais era uma “via de mão dupla”. Se Jordan ajuda as empresas a vender os seus produtos, as empresas ajudam a aumentar a sua popularidade. Um empurra o outro. Assim, a Nike transformou-se na Microsoft do ténis, em grande parte pela presença de Jordan nos seus anúncios. A imagem do jogador também está associada ao McDonald’s, à Coca-Cola e à Chevrolet. Nem por isso ele deixa de vender o seu nome para ser usado numa lista interminável de bugigangas, de porta-chaves e guardanapos até walkie-talkies, caixotes do lixo, escovas de dentes e kits de primeiros socorros. O super vendedor encesta de qualquer área do mundo dos negócios.
Rui Costa
Rui Costa cumpriu um dos seus sonhos: inaugurou o seu Espaço 10. Trata-se de um restaurante/bar, situado no Atrium Saldanha e com dupla entrada para a Av. Casal Ribeiro, e que o jogador do Benfica inaugurou em dia de jogo da Selecção Nacional, por mera coincidência.
Distribuído por dois andares, em tons de vermelho e preto, o espaço, garante Rui Costa, reflecte os gostos do casal, apesar do jogador confessar que teve de “cortar no vermelho, sobretudo no 1.º piso”. O jogador explicou que a escolha do “vermelho é coincidência”, mas o n.º 10 “era incontornável”.
Os muitos plasmas espalhados pelos dois pisos permitiram aos convidados ir espreitando o jogo de Portugal. Os colegas Petit, Nuno Assis e Moreira marcaram presença, assim como Rui Águas, entre uma variedade de figuras do “jet-set” nacional, casos do actor Paulo Pires, do cantor Paulo Gonzo, do autor Tozé Brito, tal como os pais de Rui e Rute e os dois filhos do casal, Filipe e Hugo.
Muito satisfeito com a presença de tantos amigos, o jogador deixou também um elogio público à família, nomeadamente a Rute, com quem está casado há 14 anos: “O seu apoio tem sido incondicional ao longo de todos estes anos. A Rute já me conheceu jogador de futebol. É a minha grande paixão, mas a minha família é o meu grande orgulho. Sem ela nada do que consegui teria sido possível. O seu apoio tem sido fundamental e, como o futebol não é tudo na vida e pelo facto de estar numa altura da minha carreira em que tenho de pensar no meu futuro e da minha família, este projecto acaba por ser mais um investimento que me está a dar um enorme prazer”, confessou Rui Costa aos jornalistas.
Maestro nos relvados, Rui Costa revelou também uma grande mestria na arte de bem-receber, desdobrando-se em cumprimentos e percorrendo, sem parar, todas as mesas: “Quero que este seja um espaço onde as pessoas se sintam bem”, explicou, com um sorriso largo e a total concordância da mulher.
Rui Costa foi entrevistado após a inauguração do Espaço 10, da qual retirámos o seguinte excerto:
-O Rui foi um anfitrião experiente. O Espaço 10 significa que gosta de receber?
Rui Costa: Significa, sim. Para mim, o Espaço 10 é o nascimento de uma casa muito gira, na qual me tenho empenhado imenso e a que me comprometo a dedicar o máximo de atenção possível.
-Um espaço vermelho, cor do Benfica?
Independentemente da relação com o clube – e todos conhecem o amor que tenho – o vermelho é uma cor que sempre gostei e os tons combinados que eu queria dar à casa eram mesmo estes: o vermelho, depois o preto e o cinza.
-Como surgiu a ideia de abrir aqui, no Saldanha?
Já era cliente do antigo espaço e quando me apercebi que ia fechar, achei que era o sítio ideal para o que pretendíamos. Fiz as modificações necessárias, queria que fosse um espaço agradável e acho que o objectivo foi conseguido.
-Vamos então começar a ver o Rui aqui com alguma frequência?
Com certeza que sim, no tempo que me será permitido estarei aqui. É claro que a minha profissão ainda é o futebol, e todos sabem o quanto me dedico a ele, e não quero que nada atrapalhe o final da minha carreira. Mas tentarei estar presente muitas vezes, a almoçar, de certeza!
-Acha que o Espaço 10 vai virar um espaço de benfiquistas?
Espero bem que não, quero que seja frequentado por toda a gente, está de facto agradável e acessível. Na parte de baixo, até servimos refeições mais ligeiras.
Pelé, antigo avançado brasileiro, começou a sua carreira no Santos FC em 1956 e disputou o seu primeiro encontro internacional pela selecção canarinha apenas 10 meses depois.
-Tem intenções de expandir este negócio a mais cidades?
Sim, quem sabe, vamos ver primeiro como corre este e esperar também para ver o que o futuro nos reserva. Mas é claro que gostava.
- article by Pedro Kapata
Vida Após Reforma Maio 3, 2008
Posted by Admin in 5584.add a comment
Paulo Bento
Paulo Jorge Gomes Bento (Lisboa, 20 de Junho de 1969) é um ex-futebolista que ocupava a posição de médio defensivo. Começou como jovem jogador nas escolas do Palmense, seguindo a carreira profissional no CF Benfica. Seguiram-se Estrela da Amadora, Vitória de Guimarães, Sport Lisboa e Benfica, Real Oviedo e por fim Sporting, onde encerrou a carreira.
Foi 35 vezes internacional por Portugal, estreou-se com a camisola da Selecção Nacional a 15 de Janeiro de 1992, no empate 0-0 contra a Espanha, e finalizou a sua carreira internacional no infeliz 0-1 contra Coreia do Sul, a 14 de Junho de 2002, que ditou o afastamento de Portugal do Campeonato do Mundo de 2002 ainda na fase de grupos da competição. Jogou ainda o Euro 2000, que terminou numa suspensão de 5 meses por mau comportamento aquando das meias-finais contra a França.
Acabou a carreira em 2002, aos 33 anos. Paulo Bento anunciou oficialmente o final da sua carreira futebolística, durante uma conferência de imprensa marcada pela emoção, não conseguiu evitar as lágrimas. Em especial quando recordou o pai, o principal impulsionador da sua carreira, falecido na véspera de uma deslocação dos leões a Paços de Ferreira. Desta forma, tornou-se treinador da equipa Júnior do Sporting. Nessa mesma época conquistou o Campeonato Nacional de Juniores, trabalhando com uma equipa com grande potencial. Depois do despedimento de José Peseiro foi chamado a treinar a equipa sénior do Sporting. Paulo Bento é hoje visto como um dos mais promissores treinadores portugueses, pela sua forte liderança e conhecimentos tácticos. A sua cultura de disciplina e rigor, fazem com que alguns compararem o seu estilo ao de José Mourinho. “Enquanto jogador fui absorvendo muito do que vi e aprendi com os muitos treinadores que se cruzaram comigo, convencido de que podia dar o meu modesto contributo nesta actividade sempre tão controversa”.
O técnico do Sporting, Paulo Bento, passou no Curso de Treinadores de IV Nível da UEFA, com a nota final de 17 valores, enquanto o seu adjunto Leonel Pontes terminou com a nota mais alta: 17,5 valores.
João Coimbra
Coimbra com talento para médio e… médico
As escolas de formação do Benfica deram mais um fruto: João Coimbra tem 20 anos e estreou-se na equipa principal, frente ao Vitória de Setúbal. O jovem médio concilia o seu talento de jogador com a vida de estudante universitário de Medicina. Um exemplo a seguir…
“Quando fiz nove anos, disse aos meus pais que não queria prendas, queria era jogar futebol…” Em Maio de 2003, João Coimbra deu uma entrevista a O JOGO, poucos dias depois de se ter sagrado campeão europeu de sub-17. Nessa pequena conversa, o então juvenil dos encarnados falou do seu percurso no futebol e confessou o maior dos seus sonhos: “jogar na equipa principal do Benfica”. Não foi preciso esperar muito. João Coimbra estreou-se nela frente ao Vitória de Setúbal, com 19 anos e o número 39 estampado na camisola, entrando para o lugar de Miccoli. Jogou apenas alguns minutos no tempo de descontos, depois de quatro partidas sentado no banco de suplentes.
João Coimbra começou a jogar futebol no Amora, na margem sul do Tejo, aos nove anos. Meia dúzia de meses depois, os olheiros do Benfica escolheram-no para integrar as escolas de formação da Luz. Foi campeão nacional de juniores na época 2003/04, depois de uma temporada marcada de forma negativa pelo falecimento repentino do companheiro de equipa e grande amigo Bruno Baião. Dedicou-lhe o título e dedica-lhe ainda hoje uma amizade profunda, que a morte não conseguiu apagar.
Além do talento como médio, João Coimbra tem ainda uma característica exemplar que o distingue da maioria dos jovens futebolistas portugueses: aos 20 anos, frequenta o segundo ano do curso de Medicina, na Faculdade de Medicina de Lisboa.
Os médicos do Benfica tratam-no por “Caro Colega”, os jogadores chamam-lhe “Doutor” e os amigos tratam-no por João. Escolheu Medicina por influência de Geovanni e Mantorras, que num estágio, na Suíça, em 2004, viram nele o futuro médico da Luz. Agora já pensa em especializar-se em fisioterapia.
Humilde, às vezes até de mais, dizem os que lidam de perto com ele, vê as séries Dr. House e Anatomia de Grey, uma pelo divertimento, outra pelo realismo, mas era nos treinos que tirava dúvidas com Rodolfo Moura. “É interessado e tenta perceber porque acontece uma lesão e como se deve tratar”, conta ao DN sport o ex-médico do Benfica.
Por ter o estatuto de atleta de alta competição, João Coimbra tem facilidade em marcar os exames para datas em que tenha mais disponibilidade, mas durante o ano lectivo faz questão de assistir a praticamente todas as aulas práticas da tarde (de manhã há treino). Quanto às teóricas, há um colega que lhe fornece os apontamentos para que possa estudar.
Pelé
Pelé, antigo avançado brasileiro, começou a sua carreira no Santos FC em 1956 e disputou o seu primeiro encontro internacional pela selecção canarinha apenas 10 meses depois.
Edson Arantes do Nascimento (Pelé), não é somente o nome do melhor jogador de futebol de todos os tempos, mas também do maior desportista do século. Ninguém foi como Pelé, ganhou três dos quatro Campeonatos do Mundo que participou: Suécia (58), Chile (62) e no México em 70. O único que lhe faltou foi o de Inglaterra em 1966. No total, vestiu a camisa verde e amarela 111 vezes (92 em jogos oficiais e 19 em jogos não oficiais), somando 95 golos, 77 deles em jogos oficiais. Na sua carreira marcou 1285 golos, em 1321 jogos, que jogou entre amador e profissional. Com a equipa do coração, o lendário Santos, de 1956 a 1974 também ganhou todas as competições: duas Taças Intercontinentais de clubes, duas Copas Libertadores, cinco Taças do Brasil, uma Taça de Prata e 10 Campeonatos Paulistas. Pelé também conquistou o título da liga nos Estados Unidos, com o Cosmos de Nova York.
Mesmo depois de parar profissionalmente, Pelé tem conseguido sustentar a fama nas últimas décadas.
Foi ministro do Desporto do Brasil de 1995 a 1998, na presidência de Fernando Henrique Cardoso. Nessa altura aprovou mudanças na Lei Zico, que passou a ser conhecida como Lei Pelé. A legislação, muito criticada pelos dirigentes de clubes brasileiros, na verdade segue em linhas gerais as directrizes internacionais da FIFA para contratação de jogadores.
Uma das principais metas de Pelé enquanto ministro do Desporto foi tornar profissional a gestão dos clubes de futebol no Brasil. “Se forem profissionais a dirigir o desporto como uma empresa, é muito mais fácil erradicar a corrupção. Os administradores profissionais têm que arcar com a responsabilidade e prestar contas de todo dinheiro que é gasto”, disse ele.
Júlio Iglesias
Ex-jogador de futebol que se tornou cantor depois de um acidente de carro
Enquanto jovem, Iglesias tinha planos de se apresentar num palco diferente, um campo de futebol. Aspirante a atleta, na noite de 22 de Setembro de 1962, num regresso a Madrid com uns amigos, o jovem guarda-redes do Real Madrid sofreu um trágico acidente de carro que quase o matou e por pouco não o deixou paralítico aos 19 anos.
Por três anos, viveu um difícil processo de recuperação. Não havia esperança de que voltaria a andar. Felizmente, um médico assistente do hospital deu-lhe uma guitarra de presente para que se pudesse entreter. Julio passava horas inteiras a ouvir a rádio e a escrever poemas. Eram versos tristes e românticos que reflectiam sobre a missão do Homem durante a vida.
Empenhado a cantar para matar a nostalgia de ter sido um jogador que agora estava deitado imóvel numa cama, foi aprendendo a tocar guitarra, o básico para criar as músicas para os seus poemas. Assim, começou a compor canções, e depois de recuperado, ainda estudou Direito na Faculdade de San Pablo, antes de se dedicar totalmente à música.
Durante os anos 70, Iglesias tornou-se um artista internacional. Antes mesmo de chegar ao cenário da música americana com o álbum de 1984, 1100 Bel Air Place, que recebeu vários discos de Platina, Iglesias já ocupava um lugar no livro de recordes mundiais Guinness, por vender o maior número de álbuns em línguas diferentes que qualquer outro artista na história. Desde então, trabalhou incansavelmente, continuando a bater recordes e provando-se como artista.
Julio Iglesias é actualmente o cantor que canta o maior número de idiomas: alemão, inglês, francês, italiano, português, espanhol e japonês. Os representantes do Guinness Book entregaram-lhe em Paris (1983), o Disco de Diamantes por vender mais de cem milhões de discos em seis idiomas.
Em 1984 foi-lhe concedida a Estrela da Fama em Hollywood, sendo um dos poucos artistas espanhóis a ser imortalizado na Walk of Fame de Hollywood. Esta Estrela está situada na parte sul de Hollywood Boulevard.
- article by Pedro Kapata










